Pastor perdoa homens que mataram sua esposa grávida: "Quero que eles sigam Jesus"
20/11/2017 - 10h56 em Reflexão

Um pastor dos EUA que ficou viúvo depois que sua esposa grávida nascido foram assassinados em 2015, recentemente publicou um texto emocionante sobre os homens acusados deste crime chocante.

O pastor Davey Blackburn, cuja esposa Amanda e seu bebe não nascido foram mortos há pouco mais de dois anos, observou em uma postagem de seu blog, no dia 8 de novembro que Jalen Watson, um dos homens julgados pelas mortes, entrou recentemente em um acordo com a Justiça para ajudar nas investigações do caso.

Blackburn disse que acredita que o acordo é a "melhor estratégia nesta situação" e que a acusação o manteve atualizado sobre o desenrolar do caso. Mas ele também teceu alguns comentários sobre a Justiça e o futuro do acusado.

"Enquanto eu quero a justiça seja plenamente aplicada pelo assassinato de Amanda, eu também quero e oro para que cada um desses homens experimente mudanças radicais em seus corações, se afastem de seus caminhos anteriores e comecem a seguir Jesus", escreveu ele. "A Justiça pode ser capaz de ajudar na modificação do comportamento, mas somente Jesus pode realmente mudar um coração".

Falando sobre o acusado que aceitou colaborar com as investigações, pastor Davey destacou que acredita que este já seja um resultado do agir de Deus neste caso.

"Acredito que o Senhor trabalhou no coração de Jalen significativamente nos últimos 2 anos, desde a morte de Amanda", afirmou.

O pastor Blackburn também expressou gratidão sobre o fato de Jalen estar disposto a trabalhar com as autoridades - algo que ele disse que poderia ser arriscado para ele, mas que, independentemente da motivação, ajudará a trazer "justiça para o caso de Amanda".

Amanda foi assassinada em 10 de novembro de 2015, durante uma tentativa de assalto à casa da família. O filho do casal, Weston - de 1 ano e meio, na época - estava em seu berço no andar de cima quando tudo ocorreu, mas não foi ferido.

Além de Jalen Watson, de 21 anos, dois outros homens estão entre os acusados: Diano Gordon, 24, e Larry Taylor, 18.

Na postagem do blog de Blackburn, ele também falou sobre manter sua fé em Deus, já que ele enfrentou o difícil desafio de tentar abandonar a amargura e perdoar, especialmente pelo fato de estar cara a cara com Jalen pela primeira vez no mês passado, em um tribunal.

"Desde o momento em que me sentei, pude sentir que todas as fibras musculares do meu corpo começavam a ficar tensas. Eu tive que conscientemente persuadir meu corpo a relaxar enquanto respirei um pouco. Eu finalmente consegui controlar um pouco meu corpo quando, incontrolavelmente, ele voltou a ficar tenso. Jalen estava virando para olhar em minha direção. Ele olhou por cima do ombro direito e fez uma varredura na frente da galeria, parando assim que ele me olhou", contou.

O pastor continuou descrevendo aquele momento como um tempo de tensão, no qual foi difícil decidir o que fazer.

"Eu pensei que ele iria desviar o olhar rapidamente, sentir vergonha ou algo assim. Mas não. Ele manteve seu olhar fixo no meu. Eu não sabia o que fazer. A ética do tribunal proíbe fazer qualquer tipo de gesto, seja cordial ou ofensivo. Não sabia se eu deveria concordar, desviar o olhar ou continuar olhando. À medida que a sala começou a fechar ao meu redor, eu simplesmente sentei-me lá e assisti", destacou.

"Eu nem sei o tipo de expressão que eu tinha no meu rosto àquele momento. Eu simplesmente me sentia vazio e ansioso ao mesmo tempo. Mas, não consegui desviar meus olhos dos dele. Havia algo falando neles, algo diferente do que eu esperava. Eles pareciam cansados, feridos, quebrados, e talvez ... entristecidos", acrescentou.

Blackburn continuou, contando que enfim não resistiu manter seu olhar fixo em Jalen e acabou voltando seus olhos para o juiz, no tribunal. Segundo o pastor, o olhar do rapaz era visivelmente triste e ele tem se questionado se o criminoso estaria em um processo interno de arrependimento.

"Finalmente, tornou-se demais para suportar e desviei meu olhar, me voltando para o juiz. Eu pensei que seria isso, mas então ele fez isso de novo. E de novo. Cada vez que ele varria a primeira fila da galeria com seus olhos, ele estava nos dizendo a cada um de nós o quanto ele estava triste. Eu não sei se saberia o que estava (e está atualmente) passando por sua mente, mas não posso deixar de me perguntar se talvez seu coração está amolecendo", disse.

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